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chico queiroz

Diário do processo de edição e finalização do meu primeiro livro, "Corpo Presente", pela Editora Planeta. Aqui pretendo relatar o que de importante acontecer nesses dias, entre detalhes técnicos de edição, paranóias, angústias, bloqueios, motivações espúrias e tudo que envolve o processo de escrever, desde substâncias químicas até joguinhos mentais e auto-ajuda.

 

Todos os direitos reservados - João Paulo Cuenca, 2003



Sexta-feira, Julho 29, 2005

EU JÁ TINHA PENSADO NISSO

"Dois terços do mundo é oceano. Matthew e eu estamos pensando em vender uma das nossas casas em NY para comprar um barco. Poderia ser nosso lar e nosso estúdio e a gente poderia viajar e ancorar em qualquer lugar onde encontrássemos inspiração. Não sei porque não tínhamos pensado nisso antes", declarou a cantora islandesa Bjork em entrevista ao jornal "The Independent".

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Isso aqui está em compasso de espera por novidades, dentro e fora da cabeça do autor.

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Ouvindo LH 4, Kaiser Chiefs, Van Morrison, Arcade Fire e Ennio Morricone.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 11:47 PM


Segunda-feira, Julho 25, 2005

TERÇA, DIA 26

Farei uma pequena participação no CEP 20.000. Acompanharei a leitura do grande PAULO SCOTT tocando algumas maluquices na guitarra.

Segue o serviço do evento. Vejo vocês por lá.

CEP VINTE MIL

Dia 26/7 - terça-feira - 19h30min - Espaço Cultural Sérgio Porto (rua
Humaitá, 163)

Sex Noise

C.I.Z.O

Paulo Scott/João Paulo Cuenca

Azóia/Bala

SabaSayers

Suzana Nascimento

Produção: Chacal

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 9:29 PM


Sábado, Julho 23, 2005

WHAT SIDE YOU´RE ON

Right Where It Belongs
Nine Inch Nails
by Trent Reznor

See the animal in it's cage that you built
Are you sure what side you're on
Better not look him too closely in the eye
Are you sure what side of the glass you are on
See the safety of the life you have built
Everything where it belongs
Feel the hollowness inside of your heart
And it's all
Right where it belongs

What if everything around you
Isn't quite as it seems
What if all the world you think you know
Is an elaborate dream
And if you look at your reflection
Is it all you wanted to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself
Find yourself afraid to see?

What if all the world's inside of your heart
Just creations of your own
Your devils and your gods
All the living and the dead
And you really are alone
You can live in this illusion
You can choose to believe
You keep looking but you can't find the words
Are you hiding in the dreams?

What if everything around you
Isn't quite as it seems
What if all the world you used to know
Is an elaborate dream
And if you look at your reflection
Is it all you wanted to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself
Find yourself afraid to see?

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 3:47 PM


Quarta-feira, Julho 20, 2005

JÁ QUE A CÂMERA DA CET-RIO NÂO FUNCIONA



















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Cortesia do Google Earth

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Minha opinião? Email, weblog, troca de música e vídeo... TUDO perde para esse Google Earth.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 2:49 PM

CHUVA DE SAPOS

"Vilarejo turco lamenta suicídio de suas ovelhas
AP - 14:55 08/07

ISTAMBUL, Turquia - A primeira ovelha saltou para a morte. Em seguida pastores turcos estarrecidos, que haviam deixado o rebanho pastando enquanto tomavam seu café da manhã, assistiram enquanto outros 1.500 animais seguiram o primeiro, todos saltando o mesmo penhasco, informou a mídia turca nesta sexta-feira.



Ao final, 450 animais mortos jaziam uns sobre os outros em uma grande pilha branca, afirmou o jornal Aksam. As ovelhas que tentaram pular depois foram salvas conforme a pilha aumentava, amortecendo a queda, reportou o Aksam.

"Não há nada que possamos fazer. Foram todas desperdiçadas," teria dito, segundo o jornal, Nezvat Bayhan, um membro de uma das 26 famílias cujas ovelhas estavam pastando juntas no rebanho.

O prejuízo estimado das famílias na cidade de Gevas, localizada na província de Van, no leste do país, chega a US$ 100.000 (84.000 euros), um significativo volume de dinheiro em um país onde o produto interno bruto médio per capita fica na casa dos US$ 2.700 (2.268 euros).

"Cada família tem um média de 20 ovelhas," disse outro morador, Abdullah Hazar, segundo o Aksam. "Mas agora apenas algumas famílias tem ovelhas sobrando. Vai ser duro para nós."

Suicídio Animal

O suicídio é uma das "causa mortis" mais controvertidas entre a espécie humana. No meio científico, notadamente entre antropólogos, diversas são as teorias que buscam explicar e entender as causas que levam um ser a por fim na própria vida.

Já no Século passado, um dos precursores da sociologia moderna, o Alemão Émile Durkheim, dedicou grande parte de sua obra ao estudo do suicídio humano, com poucos pregressos. Entre os animais a prática do suicídio tem suas origens ainda mais desconhecidas.

Não raro são os casos de Baleias que, intencionalmente, nadam em direção à praia até estarem irremediavelmente encalhadas. Imóveis, esperam impassíveis que a morte lhes seja breve. Em 1997, na costa australiana, mais de 600 golfinhos nadaram contra acorrenteza até estarem totalmente encalhados, exaustos e mortos.

De todos os casos de suicídio animal já registra dos, um chama a atenção pela quantidade de animais mortos, pela espécie que foi acometida e, principalmente, pelo momento no qual o caso se deu. Em 1870, durante uma nevasca, em pleno dia, aproximadamente 100.000 Bisões, como são chamados os Búfalos americanos, caminharam em fila até despencarem de um penhasco de 1.000 metros de altura sob os olhares incrédulos de uns poucos caçadores. Seus corpos cobriram o fundo do desfiladeiro formando uma mórbida pilha de 300 metros de altura.



O que mais impressiona é que este fato ocorreu no momento em que todos os Búfalos do território americano estavam sendo exterminados como parte de uma política de estado que objetivava empurrar as tribos indígenas cada vez mais para oeste matando os Búfalos, que durante milênios foram sua principal fonte de alimentos.

Em função dessa nefasta política de estado, os índios americanos foram dominados e confinados em reservas, o oeste foi finalmente conquistado e ocupado. E os Búfalos? Bem, eles que na chegada do homem branco ao continente americano eram 60 milhões de animais, em 1912 estavam reduzidos a apenas 800 animais em todo o território americano."


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Link da notícia aqui.

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"Un libro es un suicidio aplazado"
-- Emile M. Cioran

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 2:13 PM


Terça-feira, Julho 12, 2005

ASCENDÊNCIA

"Claudio Mamerto Cuenca nació en Buenos Aires el 30 de octubre de 1812. Estudió en el Real Colegio de San Carlos y luego pasó al Departamento de Medicina, donde se graduó de medico en 1838. luego, por su tesis a la que llamó "Opúsculo" sobre las simpatías en general, obtiene su título de Doctor en Medicina. Contribuyeron a su formación los doctores Juan A. Fernández, Almería, Gómez de Fonseca y otros. Terminó sus estudios en 1839,y al año siguiente, fue nombrado profesor de Anatomía y Fisiología. Cuando el doctor Ventura Bosch partió para Europa, en la terna de profesionales que podían sucederle figuró en segundo lugar, Juan Manuel de Rosas lo prefirió y el Dr. Cuenca se puso al lado del dictador. En 1851, fue designado Cirujano Mayor del Ejército. Sin prejuicio de ello, desarrollaba en la Universidad de Buenos Aires las cátedras de anatomía, fisiología, materia médica y cirugía.

Simultáneamente con su profesión cultivaba las letras con asiduidad, pero también con recatado silencio. Compuso epigramas, idilios, madrigales, comedias, dramas, etc. Cuenca era en lo íntimo adverso a la política de Rosas, y esto lo señaló en su producción poética. En un bolsillo de su casaca de médico militar hallóse un poema titulado "Mi Cara", que revela ese sentimiento. El poeta Heraclio C. Fajardo compiló y publicó en tres volúmenes, en 1861, sus poesías. Entre éstas destacábanse "Visión", "A Córdoba", "El Pampero", "El Corazón", "A la Jura de la Independencia". Otra de sus producciones celebradas fue "Delirios del Corazón".

En cumplimiento de sus obligaciones militares, su rol de médico lo encuentra en la batalla de Caseros el 3 de febrero de 1852, atendiendo en el Hospital de sangre levantado detrás del Palomar, cuando una Compañía de las fuerzas de Urquiza al mando del Coronel Palleja quien, sin decirle palabra alguna, le atravesó el pecho con la espada. Así murió el mártir de Caseros. Médico, militar y poeta, el Dr. Claudio Mamerto Cuenca, nos legó la herencia de su temple, la prosa de sus versos en sus reveladas composiciones siendo la más conocida "Delirios del Corazón" que consta de más de dos mil versos.

Sin duda alguna, la arteria mas luminosa, concurrida y florida de nuestras calles lleva su benemérito nombre: la calle CUENCA - Claudio Mamerto Cuenca - corre de Sur a Norte. Se extiende desde Flores a V. Del Parque y termina en Villa Pueyrredón."

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Claudio Mamerto Cuenca: Obras Poéticas escogidas con una biografía del mismo, por Don Teodoro Álvares y un prólogo de Don Miguel de Toro y Gómez. París - Librería de Garnier Hermanos - Rue des saints peres - 1889

O volume com a obra do ilustre antepassado, ramo da família do meu pai em Buenos Aires, encontra-se a venda aqui. Comprarei em breve.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 6:38 PM

INDO PARA SINTRA

Na última mesa da FLIP o espanhol Enrique Vila-Mattas leu um poema de Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa). Eu adoro esse poema e, por falta de vontade de escrever por aqui sobre a FLIP, o transcrevo.

Acredito que viverei eternamente como se estivesse "ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra" - apesar de não saber dirigir.

Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra
Álvaro de Campos

Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?

Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem conseqüência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...

Maieável aos meus movimentos subconscientes do volante,
Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.
Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo no mundo
Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
Quanto me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!

À esquerda o casebre - sim, o casebre - à beira da estrada
À direita o campo aberto, com a lua ao longe.
O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade,
É agora uma coisa onde estou fechado
Que só posso conduzir se nele estiver fechado,
Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim.

À esquerda lá para trás o casebre modesto, mais que modesto.
A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha.
Se alguém me viu da janela do casebre, sonhará: Aquele é que é feliz.
Talvez à criança espreitando pelos vidros da janela do andar que está em cima
Fiquei (com o automóvel emprestado) como um sonho, uma fada real.
Talvez à rapariga que olhou, ouvindo o motor, pela janela da cozinha

No pavimento térreo,
Sou qualquer coisa do príncipe de todo o coração de rapariga,
E ela me olhará de esguelha, pelos vidros, até à curva em que me perdi.
Deixarei sonhos atrás de mim, ou é o automóvel que os deixa?

Eu, guiador do automóvel emprestado, ou o automóvel emprestado que eu guio?

Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, súbido, violento, inconcebível,
Acelero...
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,

À porta do casebre,
O meu coração vazio,
O meu coração insatisfeito,
O meu coração mais humano do que eu, mais exato que a vida.

Na estrada de Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao votante,
Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,
Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim...

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 5:51 PM


Segunda-feira, Julho 04, 2005

ACADEMIA

Descobri que comecei a ser lido e comentado em universidades. Fiquei estupidamente feliz. Ao que parece, no curso de letras e/ou jornalismo da UERJ, UFRJ e PUC - pelo menos foram esses os casos que me chegaram aos ouvidos. O site também está sendo muito acessado pelos servidores da UNICAMP.

A iniciativa desses professores em comentar um autor com menos de 60 anos é admirável. Nada contra os escritores com mais de 60. Mas acho que, para entender esse país e sua literatura, é necessário também ler os "novos". E sou apenas um entre muitos.

Aceito automaticamente qualquer convite para conversar sobre literatura em faculdades e colégios.

Num país com poucos leitores (e ainda menos escritores "novos"), acho que mostrar a cara é o mínimo que posso fazer. Se alguém se espelhar no que faço e na minha curta trajetória, como percebo em alguns emails e comentários que recebo... Considero uma bênção. Inspirar um sujeito a escrever? É muito mais do que poderia esperar.

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PORTUGAL

O site tem sido acessado por computadores de Portugal, muita gente de lá googleando meu nome. Aviso: procuro editora portuguesa. Escrevam-me.

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FREELANDO

Nada a ver, nada a ver, mas... Semana passada entrevistei Mariana Ximenes (será capa da próxima TPM) e Wanessa Camargo (reportagem especial para a Vogue). Assim que saírem as revistas, passo o link aqui. Não sou jornalista (e nem pretendo), mas acho divertido fazer essas matérias.

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ROTEIRO

Continuo escrevendo a adaptação do CP.

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FLIP

Vou encarar mais uma FLIP. Meio no automático, falando a verdade, já que ando sem muita paciência para social entre escritores, editores e coleguinhas. Não sei direito o porquê. Na hora, descubro.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 3:33 AM
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João Paulo Cuenca/Male/21-25. Lives in Brazil/Rio de Janeiro/Rio de Janeiro/Copacabana, speaks Portuguese and English. Spends 60% of daytime online. Uses a Fast (128k-512k) connection. And likes Música/Cinema.
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