Diário do processo de edição e finalização do meu primeiro livro, "Corpo Presente", pela Editora Planeta.
Aqui pretendo relatar o que de importante acontecer nesses dias, entre detalhes técnicos de edição, paranóias, angústias, bloqueios, motivações espúrias e tudo que envolve o processo de escrever, desde substâncias químicas até joguinhos mentais e auto-ajuda.
Todos os direitos reservados - João Paulo Cuenca, 2003
Segunda-feira, Julho 26, 2004
ERA SÓ O QUE FALTAVA
Deixei a barba crescer.
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Três dos poeminhas que eu andei cometendo farão parte da revista "Poesia sempre", editada pelo Luciano Trigo. Aviso quando for sair.
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A coluna na TPM até agora teve ótima repercussão. Recebi vários emails bacanas, e alguns muito bacanas, mas sem dúvida o mais engraçado deles foi o do amigo Henrique Neto de SP, contando sua aventura na banca de jornal:
"A parte complicada foi ir até a banca e pedir - meio embaraçado como quem vai à farmácia comprar camisinha pela primeira vez - "a nova tpm" e ter de aturar o olhar inquisidor do jornaleiro que em resposta, grita a todo pulmão: "AH, VC QUER A TRIP PARA MULHERES!?". Passado esse vexame, vem a segunda e pior parte, se livrar do brinde, um estojo de absorvente íntimo. Um vexame, mas valeu o perrengue."
Como estava em Parati, não consegui atualizar o blog a tempo de avisar o horário do Espaço Aberto da Globonews, onde fui entrevistado pelo Edney Silvestre.
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Também não deu tempo de falar que a elogiosa resenha do Ronaldo Cagiano foi página inteira do Estado de Minas no sábado retrasado. Quase depois de um ano da publicação do livro. Transcrevo aqui o final:
"Corpo Presente não deixa pedra sobre pedra, toca nas feridas, é tenso e denso. Só podemos esperar isso de um autor com a juventude e a disposição de mergulhar nas emergências e angústias de seu tempo e fazer a catarse, dar o salto, olhar à frente: a sinceridade na reprodução desse universo social e humano, com seus dramas e suas delícias, com seus paradoxos e suas esperanças, doa a quem doer. A literatura de João Paulo Cuenca, não obstante beber nas fontes da angústia e da escatologia, é humana e provocativa. Como Fernando Sabino, há 50 anos marcou presença com O Encontro Marcado ao fazer um retrato candente de sua época, com todos os ingredientes da rebeldia e da busca da verdade e dos sonhos, Cuenca, noutro tempo e noutro lugar, disseca com a mesma ênfase os encontros e desencantos pós-moderno, mergulha de corpo e alma na realidade, mas sem deixar escapar, por mínima que seja, a possibilidade para um trânsito onírico, em busca da utopia realizável."
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E também não deu tempo de linkar uma entrevista feita comigo e publicada no Paralelos.org aqui.
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E também não deu tempo de comentar a resenha do Vinicius Martinelli Jatobá que, a meu ver, faz uma leitura empobrecedora do livro e subestima seus leitores, inclusive os outros críticos e escritores que o resenharam antes. Mas Vinicius parece ter escrito suas palavras respeitando os sentimentos que o livro lhe despertou e, afinal, isso é o mais importante. Outro mérito seu foi ter feito uma excelente entrevista comigo (ver link acima).