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chico queiroz

Diário do processo de edição e finalização do meu primeiro livro, "Corpo Presente", pela Editora Planeta. Aqui pretendo relatar o que de importante acontecer nesses dias, entre detalhes técnicos de edição, paranóias, angústias, bloqueios, motivações espúrias e tudo que envolve o processo de escrever, desde substâncias químicas até joguinhos mentais e auto-ajuda.

 

Todos os direitos reservados - João Paulo Cuenca, 2003



Segunda-feira, Maio 31, 2004

ELVIS COSTELLO

Remove This Doubt
(Holland/Dozier/Holland)

It's hurting me
It's hurting me
This doubt is hurting me
So remove this doubt
From my heart little girl
And let me live my life
Knowing you care

Remove this doubt
From my mind little girl
And let me breathe again
Feeling my love is shared

Each time we meet
You make me feel so incomplete
There's no joy in the air
I just don't think you care

Close the door
On doubt forever
And may it nevermore
Make me unsure

Turn the key
And lock away this doubt in me
Keep it in the dark
Not in my heart

Be more tender
Completely surrender
Your love to me
Is sweet and not discrete

Remove this doubt
From my heart little girl
And let me live my life
Knowing you care
Remove this doubt
From my mind little girl
And let me breathe again
Knowing my love is shared

Each time we meet
You make me feel so incomplete
There's no joy in the air
I just don't think you care

Remove this doubt from my heart (6x)

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"Cara, você tem que parar com essa de "não saber o que vai rolar". Claro que você não sabe, por isso que se chama FUTURO. Ninguém sabe."

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 1:17 PM


Sábado, Maio 29, 2004

CADERNINHO

Nos últimos dias, por causa de um projeto (pois é, virei o tipo de pessoa que tem "projetos") decidi rever uma penca de filmes que fizeram a minha cabeça. Em pouco mais de setenta e duas horas vi "Solaris" (Tarkóvski), "2001" e "Laranja mecânica" (Kubrick), "Teorema" (Pasolini), "Noite vazia" (Khouri), "O sétimo selo" (Bergman), "Alphaville" (Goddard), "Coração selvagem" e "Cidade dos sonhos" (Lynch).

O suficiente pra fundir (ou foder) a cabeça de qualquer um.

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Fora isso estou ouvindo Nick Cave, Bob Dylan, Elvis Costello, Interpol, Mombojó, Brad Mehdal, Coltrane, Zé Ketti e Cartola. Ou seja: NUBLADO com possibilidades de tormenta.

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Deve rolar mais uma oficina, dessa vez no SESC aqui de Copa. Aviso quando tiver a confirmação.

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"Seu sofrimento é preço pequeno."

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 12:50 PM


Quarta-feira, Maio 26, 2004

ALÉM

- Desconhecer a data da sua morte fez você se sentir imortal por todos esses anos, não?

(...)

- E eu poderia dizer o mesmo sobre os relacionamentos.

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Reencarnei num telefone tocando
dentro de uma sala cheia de gente
(você no canto, taça na mão).

Mas ninguém vai atender.


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Ontem você e o seu marido me levaram pra passear. Eu adoro!

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Pensa num lápis malcriado que sempre faz o mesmo desenho.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 1:46 PM


Segunda-feira, Maio 24, 2004

"Nunca vi tantos homens bonitos. Talvez não fossem nem sutis nem complexos, mas eram gente mais limpa, de alma e corpo, que os escritores. Eu digo sempre a minhas amigas: cuidem-se dos escritores. São como os sentimentais que o louco do Joyce define - você se lembra? Não havia escritores em Interlaken, talvez por isso o ar fosse tão puro."

Mildred por Adolfo Bioy Casares em "Uma aventura". (Mas ela volta pro marido no final do conto.)

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Pensa num cara ansioso.

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20 dias e contando.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 1:58 PM


Quarta-feira, Maio 19, 2004

Dizem também, dos cachorros, que cada ano seu vale por sete. No tempo do
cachorro, cada momento tem intensidade sete vezes maior. O passeio de quinze
minutos do cachorro dura, para o cachorro, uma hora e quarenta e cinco
minutos. Quando eu estou com você, também é assim. Nosso beijo de despedida
durou para você dois minutos e vinte e três segundos. Para mim, dezesseis
minutos e quarenta segundos.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 1:25 AM


Domingo, Maio 16, 2004

ARQUEOLOGIA PESSOAL

Hoje passei a tarde na casa do amigo Fred Leal e queimei um cd com cerca de mil fotos, tiradas entre 2002 e 2004.

E encontrei essas daqui, de quando morava na Ronald de Carvalho. Escrevi o livro praticamente todo sentado nessa cadeira. De vez em quando esticava o pescoço pra olhar o mar.

Taí.





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Girl from the north country
(Bob Dylan)

Well, if you're travelin' in the north country fair,
Where the winds hit heavy on the borderline,
Remember me to one who lives there.
She once was a true love of mine.

Well, if you go when the snowflakes storm,
When the rivers freeze and summer ends,
Please see if she's wearing a coat so warm,
To keep her from the howlin' winds.

Please see for me if her hair hangs long,
If it rolls and flows all down her breast.
Please see for me if her hair hangs long,
That's the way I remember her best.

I'm a-wonderin' if she remembers me at all.
Many times I've often prayed
In the darkness of my night,
In the brightness of my day.

So if you're travelin' in the north country fair,
Where the winds hit heavy on the borderline,
Remember me to one who lives there.
She once was a true love of mine.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 8:14 PM


Sábado, Maio 15, 2004

DIÁRIOS DE MOTOCICLETA

Para quem viu e não viu "Diários de motocicleta", último filme do Walter Salles, compartilho aqui um email que meu pai me mandou ontem sobre o filme e sobre as ligações que fez com suas experiências latino-americanas. Muito legal.

Saí do cinema daquele jeito, como disse bem o Dapieve na sua última crônica, sentindo nostalgia da utopia. No meu caso, de uma utopia que sequer vivi. Marca de quem foi gerado na década de 70, creio eu. Entre tanto desbunde, revolução, sexo, drogas e roquenroll, nascemos fadados ao vazio. Nossas utopias e esperanças nunca foram realmente nossas. Pegamos emprestado.

Enfim, o email escrito por meu pai:

"Ontem à noite fui sozinho ver "Diários de motocicleta". Comovente. Em 1952 eu tinha uns 8 anos, as cenas na rua da partida deles são in-cri-vel-men-te!!! fiéis ao que lembro da Buenos Aires daquela época, esses pouco menos de dois minutos para mim valeram o filme todo, além de rever os pampas logo a seguir. O percurso deles até o Chile, aquela travessia em barco num dia sombrio (você tem que ver aquilo num dia de sol), tudo aquilo conheci de carro uns quinze anos depois. Deve estar assim até hoje, embora obviamente a infraestrutura turística deva ter crescido muito e, é claro, isto o filme não mostra, mas aquela região é assustadoramente bela, ainda povoada por gaúchos, gente da terra, poucos índios, fazendeiros, velhos alemães como aquele do tumor (isso é real, eu vi, mistério, eram oficiais nazistas fugidos ou ex-tripulantes do encouraçado Graf Spee que afundou no Rio da Prata, etc, etc, nós, viajando, parávamos nessas casas magníficas para tomar chá, algumas eram tipo pousadas, falava-se alemão...).

Anos mais tarde, exatamente no ano em que vim pra cá, andei por lá novamente fazendo apoio numa picape ao Carlos Eduardo que participava de um rally de velocidade extenuante chamado "La vuelta de la Manzana", reabastecemos o carro dele em Piedra del Aguila, que o filme menciona, antes da pontezinha que o filme mostra, demais rever e reconhecer.

Salles não aproveitou as paisagens espetaculares não somente daquela região, senão também as do lado chileno e do deserto de Atacama ao norte. Mostrou bem melhor, é claro, Machu Pichu, porque mostrá-la mais tem a ver com o espírito do filme, creio que seria descontextualizar se mostrasse beleza demais, foi equilibrado porque o filme é belo em si mesmo, fala o tempo todo de compaixão, algo tão ausente nos dias de hoje (e de sempre), a música, linda, é de um uruguaio mas nitidamente folclórica argentina (a dos créditos e do início da viagem).

Uma curiosidade, no filme o irmão caçula do Che se chama Juan Martín e na cena da despedida aparece como um menino de calça curta. Ele é o Guevara que eu conheci, o Che já era um mito então. Esse cara era um porra louca, peronista, nacionalista, anticomunista, não era flor que se cheire mesmo, era um merda simpático e violento, tinha um apelido, Tincho, mas se chamava Juan Martin e todo mundo falava que era primo do Che e não irmão, estranho, sei lá.

Enfim, gostei demais. A galera, como você me comentou, ficou estática, tonta, grogue, de repente acordou e aplaudiu de um jeito emocionado, aplauso tem tom?, depois de ontem creio que sim.

Juan Cuenca"

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 9:09 PM

OFICINA

Este que vos escreve irá coordenar uma oficina de leitura e escrita na Casa de Leitura, em Laranjeiras, no dias 13 e 20 de agosto, de 13:30 às 17:30. Informações e inscrição pelos telefones 25577458 e 25565978.

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Tá no Orkut? Eu também.


posted by JOÃO PAULO CUENCA | 12:46 PM


Quinta-feira, Maio 13, 2004

ESCOLHER O NADA

"Estou convencido de que casar, fundar uma família, acolher todos os filhos que vierem, mantê-los neste mundo inseguro e guia-los um pouco, é o máximo que um homem pode em geral conseguir. O fato de serem tantos os que conseguem não é uma prova em contrário, pois em primeiro lugar efetivamente não são muitos os que conseguem, e em segundo esses poucos não o "fazem", simplesmente "acontece" com eles; na verdade não é aquele máximo, mas algo muito grande e muito honroso (principalmente porque "fazer" e "acontecer" não se deixam distinguir nitidamente um do outro). E afinal também não se trata de modo algum desse máximo e sim de alguma aproximação remota, porém decente; sem dúvida não é necessário voar para o meio do sol, mas ir rastejando até um lugarzinho limpo sobre a terra, onde ele às vezes brilha e onde é possível se aquecer um pouco.

(...)

Muito mais importante é o receio por mim mesmo. Ele deve ser entendido assim: já insinuei que na minha atividade literária e naquilo que se relaciona com ela efetuei pequenas tentativas de independência e evasão com um resultado quase nulo; muita coisa me confirma que dificilmente elas terão continuidade. Apesar disso é meu dever, ou antes: minha vida consiste em velar por elas, em não deixar que se aproxime perigo algum que eu possa repelir - com efeito, nem mesmo a possibilidade desse perigo. Diante disso posso em verdade oscilar, mas a saída final é certa: preciso renunciar. A comparação do pássaro na mão e os dois voando só se aplica aqui muito remotamente. Na mão eu não tenho nada, todos os pássaros estão voando e no entanto eu preciso - assim o determinam as condições da luta e a miséria da vida - escolher o nada."

Franz Kafka, Carta ao pai

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 3:55 PM

Putalamerda: cinco e meia da matina, não tenho sono algum e estou só com meus pensamentos - o céu começa a clarear.

Amanhã eu queria sair pra tomar um chope e jogar conversa fora com esses caras:



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Quem sabe um dia?

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 5:43 AM


Segunda-feira, Maio 10, 2004

COMENTÁRIOS

Pediram, taí. Comentários de volta.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 3:48 PM

Tenho sonhado demais. Hoje acordei e escrevi o sonho num caderno que fica na mesa ao lado da cama. Voltei a dormir. Quando acordei de vez, fui procurar o que havia escrito. Não encontrei nada.

Sonhei o caderno, sonhei as palavras.

Um sonho dentro de outro.

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Será a vida?

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 12:13 PM


Domingo, Maio 09, 2004

4X WILLIAM FAULKNER

"The young man or woman writing today has forgotten the problems of the human heart in conflict with itself which alone can make good writing because only that is worth writing about, worth the agony and the sweat. He must learn them again. He must teach himself that the basest of all things is to be afraid: and, teaching himself that, forget it forever, leaving no room in his workshop for anything but the old verities and truths of the heart, the universal truths lacking which any story is ephemeral and doomed -- love and honor and pity and pride and compassion and sacrifice. Until he does so, he labors under a curse. He writes not of love but of lust, of defeats in which nobody loses anything of value, of victories without hope and, worst of all, without pity or compassion. His griefs grieve on no universal bones, leaving no scars. He writes not of the heart but of the glands." (1950)
Acceptance speech for the Nobel Prize for Literature

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"The aim of every artist is to arrest motion, which is life, by artificial means and hold it fixed so that a hundred years later, when a stranger looks at it, it moves again since it is life. Since man is mortal, the only immortality possible for him is to leave something behind him that is immortal since it will always move. This is the artist's way of scribbling 'Kilroy was here' on the wall of the final and irrevocable oblivion through which he must someday pass. "
Interview with Jean Stein

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"The past is never dead. It's not even past." (1951)
Requiem for a Nun

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"Between grief and nothing I will take grief." (1939)
The Wild Palms

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 6:47 PM

LEGENDAS

Fui citado numa matéria sobre blogs na última Veja. A legenda da minha foto faz um interessante exercício de metonímia: "JOÃO PAULO CUENCA - O diário virtual sobre a criação de um livro abriu caminho para crônica em jornal e roteiro de cinema".

Não exatamente. Esclarecendo, foi o livro que abriu os caminhos - e não o diário sobre ele. Fora isso, bacana aparecer na Veja. Eu e Clarah sempre com as mesmas fotos. Tenho que tirar novas.

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E também escrever SEIS textos, entre contos, crônicas e matérias. Tudo pra ontem. E a vida?

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Um dos projetos em que estou envolvido é uma graphic novel. Mas de um jeito nunca feito por aqui, talvez nem por lá. Depois falo mais.

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Visitantes da Veja, benvenuto!

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Hoje eu vou.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 4:36 PM


Sexta-feira, Maio 07, 2004

KNOCKDOWN

Dei uma porrada no meu computador. Está quebrado. Fico peregrinando em cyber cafés aqui em Copa. Tem um que é 24 horas - ontem de madrugada, esquina da Nossa Senhora com Prado Jr., putas e argentinos cabeludos checando email. Uma garotinha de luva preta e saia rasgada tagarelando no MSN. Batom com brilho.

A crônica sobre SP vai ter que esperar. Já tinha começado a escrever - perdi.

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Acontece dos sonhos enganarem a gente. Tive um que durou pouco menos que o intervalo entre dois eclipses da lua. Outro, nem duas semanas. Joguei os pontos fora.

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Novidades em breve sobre, quem sabe, uma edição européia do livro. E sobre dois ou três projetos, nada modestos. Não é pra ser.

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Deve sair algo esse domingo na Veja. Espero que não me façam de ridículo.

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Ela vem aqui e me dá um abraço de oito horas. De manhã reclama que não tem leite, pão e manteiga, sai furando os sinais amarelos com roupa de ginástica - sou um velho. Quando não vem, acordo procurando. Mudo meu lado na cama.

Qualquer dia faço compras. (pois é, vai dar cinco horas e estou em jejum.)

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Aliás, já estou reservado pra FLIP desse ano. Quem vai?

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Sem computador em casa me sinto estranhamente livre.

posted by JOÃO PAULO CUENCA | 4:23 PM
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João Paulo Cuenca/Male/21-25. Lives in Brazil/Rio de Janeiro/Rio de Janeiro/Copacabana, speaks Portuguese and English. Spends 60% of daytime online. Uses a Fast (128k-512k) connection. And likes Música/Cinema.
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