Diário do processo de edição e finalização do meu primeiro livro, "Corpo Presente", pela Editora Planeta.
Aqui pretendo relatar o que de importante acontecer nesses dias, entre detalhes técnicos de edição, paranóias, angústias, bloqueios, motivações espúrias e tudo que envolve o processo de escrever, desde substâncias químicas até joguinhos mentais e auto-ajuda.
Todos os direitos reservados - João Paulo Cuenca, 2003
Sexta-feira, Outubro 31, 2003
TÔ INDO LÁ
Porto Alegre
01 de novembro, sábado
49a Feira do Livro de Porto Alegre
17h - Mesa de debate "NOVOS AUTORES, NOVAS MÍDIAS" com as
participações dos escritores Daniel Galera,
Daniel Pellizzari, Joca Reiners Terron, João
Paulo Cuenca e Marcelino Freire.
19h - João Paulo Cuenca autografa seu
romance "Corpo Presente", lançado pela editora
Planeta.
Lançamento de livro é um bom simulador de enterro. Não se trata simplesmente de ver seu nome publicado em santinhos (os convites), receber flores ou virar nota no jornal. Tampouco não tem a ver com a sensação de observar a obra publicada e empilhada sobre prateleiras, junto a livros mais respeitáveis, de autores já mortos - e aí surge o pensamento inevitável de que um dia, depois da sua morte, seu livro vai estar em algum canto, no saldão de um sebo ou na biblioteca de um filho desgarrado. Dizem que um livro tem vida média de setenta e cinco anos. Para testemunhar a desintegração de todos estes exemplares, preciso completar cem anos - o que, convenhamos, é bastante improvável. Enfim, sigo com o lançamento-enterro (estou no primeiro parágrafo e já me perco). A principal semelhança é que o público que vai ao seu lançamento forma uma boa amostragem da audiência do seu funeral. Entre o desfile de parentes e amigos queridos, pude sentir o cheiro de vela queimada, como se pudesse caminhar pelo meu velório e cumprimentar cada um deles.
Antes de chegar à livraria, saltei do ônibus e caminhei por Ipanema como quem se dirige a uma penitenciária. Já sentado e bebendo algumas cervejas, esperei a chegada de todos com aquela cara de cachorro triste, noiva insegura e criança que o pai esqueceu na escola. Quem chega ali não sabe, mas lançar um livro talvez seja um dos momentos mais vulneráveis da vida de um escritor. Escondido entre assinaturas e dedicatórias vãs, por trás de uma mesa, o sujeito está sozinho como nunca. E a enorme livraria fez meu cadafalso ficar mais alto, as madeiras de passo incerto, bambas. Tendo que assumir um filho de pai só, descortinando entre páginas que não pretendo reler, escondia meu constrangimento em sorriso, beijo e abraço.
Sou péssimo para escrever dedicatórias. Se as meninas da livraria esquecem de perguntar o nome ao comprador (é praxe colar um papel ao livro com o nome da pessoa para quem o autor irá autografar a obra), sou capaz de esquecer nomes de amigos de virar noites e garrafas. Capaz de esquecer nome de parente, primo e namorada de amigo. Terrível. Aliás, acho que cometi gafe imperdoável, que só me dei conta no dia seguinte. Já afetado por algumas cervejas, acredito ter repetido exatamente o texto que já havia escrito para o Arthur Dapieve quando lhe dediquei o "Parati para mim" lá na Flip, dizendo ser uma honra estar ali, que já era seu leitor desde moleque etc. Prometo ser mais criativo da próxima vez, mestre. Cedo da noite, já estava tocado pelo álcool e pelo nervoso da situação.
Depois a coisa foi ficando pior. Sou do tipo que rasura autógrafo, incapaz de assinar igual duas vezes. Já tive até que rasgar cheque por isso - não consigo imitar direito minha própria assinatura. Aos poucos vou desaprendendo a escrever com caneta, viro um escravo do computador, analfabeto do lápis. Dedicatória não tem backspace, então não me acerto, tento escrever o que já vou pensando e, quando vejo, quanta besteira escrita, caro leitor. Aproveito para pedir desculpas aos amigos que receberam dedicatórias genéricas e circulares. Na ocasião do próximo livro, se houver, vou tentar pensar em coisas melhores.
Muita gente foi ao lançamento e não comprou o "Corpo Presente" por falta de grana. Estes amigos, de certa forma, são os que mais prezo. Foram lá somente pelo carinho do abraço e pelo calor da presença. Deixaram a compra para depois, quando tiverem grana, quando o salário entrar, quando o emprego sair. Nesses tempos de vacas paupérrimas e talentos mal-remunerados, desejando dias melhores para todos nós, a eles dedico esta crônica.
Aproveito para deixar impressa uma confissão: se tivesse sido convidado ao lançamento do meu primeiro romance, também não teria dinheiro para comprá-lo. Mas não desanimo. Acredito que, algum dia, isso ainda vai me fazer rir. Só espero que seja antes dos livros completarem sua vida média de setenta e cinco anos. Amém.
Amanhã, sexta-feira, é o dia do lançamento do meu primeiro livro, "Corpo
Presente".
Vai rolar um boca-livre na Livraria da Travessa de Ipanema (a maior) e conto
com a presença de cada um de vocês. Sintam-se à vontade pra levar a família
e repassar esse convite pros amigos, todos serão muito bem-vindos. Depois do
evento, devemos promover uma selvageria em algum lugar, mas pra saber disso
você tem que ir ate lá.
Não precisa levar o convite impresso ou grana. É só chegar, beber, fazer
aquela social de lançamento e, se quiser, comprar o livro. Eu serei o cara
apavorado atrás de uma mesa, no final da livraria.
Abraço,
jp
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www.corpopresente.com.br / Editora Planeta
Lançamento:
Rio de Janeiro
24 de outubro, sexta-feira às 20hs
Livraria da Travessa
Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema - Rio de Janeiro
Porto Alegre
01 de novembro, sábado às 19hs
49a Feira do Livro de Porto Alegre
posted by JOÃO PAULO CUENCA | 8:18 PM
Quarta-feira, Outubro 22, 2003
GANHEI O DIA
Ganhei o dia ontem com um email especialíssimo que recebi do Marçal Aquino. Admiro o trabalho do Marçal há muito tempo e realmente não esperava tamanha receptividade. Numa semana difícil, é o tipo de coisa que faz um homem levantar a cabeça.
Com a permissão dele, reproduzo aqui o email:
"João Paulo,
Que livro, hein?
Li seu Corpo presente de uma enfiada, no final de semana.
Fiquei muito encantado com a maturidade do texto. Escrito de
forma precisa, vigorosa e sempre com muita paixão. É uma
daquelas obras (cada vez mais raras hoje em dia) em que a
gente sente logo que o cara "está falando de dentro", que
conhece os territórios que visita com a ficção, que esteve
lá, enfim, sabe do que está falando. Fazia tempo que uma
narrativa não me impressionava tanto. É um puta livro, João.
Parabéns.
Se vier lançar em SP, não deixe de me avisar, ok?
Ainda não falei sobre a Primavera dos Livros. Foi um sábado proveitoso, começou com a revista Paralelos sendo destaque no Prosa e Verso do Globo e no Idéias do JB (foto nossa na página 3 do Prosa e na capa do Idéias). As leituras foram interessantes, algumas melhores do que outras, mas todos os autores dividiram uma empolgação saudável com o que escrevem, com a obra uns dos outros, um ambiente do caralho, tudo muito promissor.
O show começou nervoso, mas as duas garrafas de catuaba PODEROSO fizeram efeito e fizemos bonito, acredito eu.
E essa é a crônica que vai sair na Tribuna quarta-feira:
Renúncia
Começo a crônica de hoje com um parágrafo roubado: "Escrever é renunciar - o diabo dessa vida é que entre cem caminhos, temos que escolher apenas um e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove. Pois bem: a literatura é como se você tivesse de renunciar a todos os cem. Parece muito evangélico: aquele que perder sua vida a salvará. Mas às avessas, procurar Deus onde ele não se encontra. A atividade literária é exatamente isso. Não se deter diante de nada, não respeitar nada. Valerá a pena? Os que têm nojo fracassam. Que se faria do lixo, se ninguém quisesse ser lixeiro?" As aspas são do mestre Fernando Sabino, oitenta anos recém completados.
Semana passada fiquei sabendo que um exemplar do meu primeiro livro recém saído da gráfica estava sendo transportado pela confiável instituição dos Correios desde a Editora Planeta, em São Paulo, até a porta da minha casa. Inquieto pela certeza da impressão de todos os meus absurdos multiplicados por dois mil, a tiragem inicial do romance, cogitei passar a noite em claro, perdido em sentimentos contraditórios - essa euforia medrosa de quem publica um livro.
Em outros tempos, confesso que faria uma vigília alcoólica e, com convicção, enfiaria o pé balde adentro. Passaria a noite correndo por aí, colando os minutos e tentando abraçar a cidade, cobrindo distancias de táxi, gastando dinheiro que não tenho e despudoradamente trocando de bar. Acabaria abraçado a um poste, ou a coisa pior. De manhã, ainda sem deixar nenhum tipo de ressaca se abater sobre mim, esperaria o carteiro chegar sobre uma cadeira de praia na calçada, cerveja de garrafa e boa dose de fleuma. Afinal, receber um primeiro livro é o tipo de coisa que merece um porre de doze horas. É engraçado como as coisas acontecem. Naquela noite, esperando pelo livro, dormi cedo.
A história deste "Corpo Presente" começou em 2001, quando comecei a escrever trechos curtos que aos poucos foram ganhando a forma de uma coisa só, sem planejamento ou disciplina. Confesso que escrevi o livro sem a menor responsabilidade. E sem prazer. Como ninguém me pautou, só me restou escrever sobre meus fantasmas. E essa lucidez falsa me deixou obsessivo, circular. O processo de revisar e reescrever o livro foi um pesadelo desses que se tem quando se acorda. As páginas pegajosas formaram um desenho do inferno em times new roman, tamanho doze e espaçamento duplo. Mas hoje, acabou.
Tenho a consciência estranhamente tranqüila, sei que o escrevi sem objetivar nada. As reações serão genuínas, viciadas ou não, mas nunca induzidas. Pode parecer estranho, mas mesmo que o detestem, não me sentirei frustrado. Não escrevi para que gostassem. E é um livro complicado pra se colocar na sala de estar, junto com a família, este que escrevi. Mas, como diria Sabino, "que se faria do lixo, se ninguém quisesse ser lixeiro?"
Como os senhores já devem ter percebido, toda essa crônica foi um pretexto para começar a convidar todos vocês, leitores e leitoras deste nobre espaço, ao lançamento do meu primeiro romance, "Corpo Presente", que se realizará na próxima sexta-feira, dia 24 de outubro, na Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema. O evento se realizará a partir das oito horas da noite e sua presença será mais do que uma honra para este novato escritor.
Desde já confesso meu nervosismo. Melhor dizendo: pânico. O pudor que não tive ao escrever, parece que resolveu cair sobre minha cabeça agora, na semana de botar o bloco na rua. Já é tarde. Só me sobra tempo para pedir que deus me proteja neste lançamento, que a sorte não me falte, que o livro não encalhe, que minha família não me renegue, que eu não me torne um maldito, que minha mulher não me abandone por causa do livro, e, finalmente, que este seja o primeiro de muitos. Peço isso tudo no jornal, em letras impressas, para que os anjos leiam, leiam, espalhem e não se esqueçam. Que minhas pequenas renúncias valham o gasto. Se eu fracassar, certamente não será por nojo. Até lá.
Outro dia ouvi que alguém escreveu um comentário infeliz respondendo a um post no blog da Paula Foschia sobre a Primavera dos Livros, onde eu, Cecília e Fátima faremos um show no próximo sábado. Como bom curioso, fui lá e me deparei com o seguinte comentário, de um tal Paulo Polzonoff: "Posso dizer uma coisa preconceituosa pra caramba? Deixa, vai? Deixa? É que eu não me aguento. Tenho que dizer. Nada mais odioso do que esta gentinha que se diz escritor e toca em bandinha. Disse."
Antes de tudo, me assustou encontrar tanta raiva nas palavras do sujeito ("odioso", "gentinha", "bandinha"). Não vejo como pseudo-escritores que tocam em bandinhas possam merecer tanta emoção. Depois ensaiei cogitar os motivos do desbarato e da falta de educação. Pareceu-me coisa de tia velha, reacionária e recalcada - sei do que falo, minha família tem várias. Mas desisti, tenho mais o que fazer (ou gosto de achar que tenho).
Enfim, sobre o "se diz escritor". No meu caso, além de escrever em caderno, computador e em algumas paredes, tive a sorte de ter trabalhos publicados em revistas literárias (Ficções, Ácaro), num livro lançado na FLIP, onde fui um dos escritores convidados, ("Parati para mim", Planeta, 2003) e no "Corpo Presente" que será lançado no dia 24 de outubro, na Livraria da Travessa, aqui no Rio. Além disso, escrevo crônicas e contos semanalmente para a Tribuna da Imprensa. Ou seja, mesmo que eu seja um péssimo escritor, sou um deles. A cagada foi feita e está impressa em papel.
Não foi fácil chegar a ser reconhecido como escritor. Nenhuma das publicações foi fácil. Nunca é. Mesmo contando com alguma sorte, o processo sempre é demorado e tortuoso. Se o senhor Polzonoff quiser começar a falar mal de mim, que peça os exemplares dos dois livros publicados para a assessoria de imprensa da Editora Planeta. Depois disso, o seu moço fica a vontade pra me esculachar no seu site ou no seu caderninho literário. Antes, simplesmente não tem o direito.
A Academia Brasileira de Letras abriu suas portas para um Seminário de Jornalismo e Literatura que começou no dia nove de outubro deste ano. Nos quatro encontros semanais programados, acadêmicos e jornalistas debaterão sobre as fronteiras, muitas vezes nebulosas, entre o que se escreve para o dia a dia e o que se escreve para sempre. Quase todos os fundadores da ABL escreviam para jornais e muitos dos acadêmicos ainda o fazem, o que torna a casa pertinente palco para o debate.
Com o objetivo de me credenciar para o evento, cheguei cedo. Já reconhecido e munido de um crachá, entregue pelas belíssimas recepcionistas da ABL, aproveitei meu adianto para entrar no clima dos acadêmicos e tomar um chá no Bar Academia, na Av. Presidente Wilson. Ocupei uma mesa na calçada e chamei o garçom. Pedi um chá bem gelado. O líquido amarelo e com espuma no topo veio numa tulipa. Não tive tempo para muitos, já que a hora do evento não tardou a chegar.
Entre a mesa dos acadêmicos palestrantes Eduardo Portella, Carlos Heitor Cony e Cícero Sandroni, e o auditório lotado por senhoras e estudantes (mais senhoras do que estudantes, diga-se de passagem), fez-se enorme distância. Não surpreendeu a pompa da apresentação de cada um deles, assim como a pontualidade britânica sublinhada pelo moderador Mauro Sales e o clima nobre da homenagem póstuma ao jornalista e acadêmico Roberto Marinho, ali representado pelo neto. A imortalidade conferida aos acadêmicos não é apenas uma figura de linguagem. Está presente em cada movimento, na entonação das palavras, nos pulsos fechados apoiando o queixo, nos narizes a noventa graus e nos ternos bem cortados. É coisa que não se esquece.
Sentado e ouvindo as explanações dos palestrantes, precocemente me peguei pensando que não nasci para nenhum tipo de agremiação, seja ela literária ou política. Não acho escritores figuras interessantes por si. Prefiro ler um livro a conversar com um escritor. O que se pergunta ao escritor? Ao mesmo tempo que parece fácil, entrevistar um deles revela-se tarefa espinhosa: poucas são as perguntas que se justifiquem. E as que nunca tenham sido feitas? Não existem. Além disso, não me apetecem conversas letradas, desfiles de referências ou leituras de texto - para isso tenho um ou dois amigos e é só. Sou daqueles que acreditam que um transeunte pode ter (e normalmente tem) mais a contar do que um escritor laureado. A diferença é que o escritor esquenta cadeiras enquanto o outro vai viver a vida. Papo de escritor pode ser coisa bastante chata e confesso que com meus amigos escritores gosto de conversar sobre tudo, menos sobre o que se escreve.
Apesar de não ter muita paciência para discussões literárias, sou totalmente favorável a novas publicações e a reunião de novos talentos. Há poucas semanas tive a alegria de ter sido convidado a fazer parte de uma nova revista literária, a Paralelos, que sairá pela Editora Casa da Palavra. O louvável objetivo do pessoal da revista e do seu capitão, o batalhador Augusto Sales, é agremiar autores cariocas e mostrar que tem sido feita boa literatura por estas bandas, apesar do céu azul, das mulheres e do chá gelado. Em São Paulo e Porto Alegre, existem pontos de convergência entre novos autores, como revistas, saraus e mesas de bar. Aqui no Rio esse encontro parece não ter a mesma articulação, pelo menos no que se diz respeito à prosa. A Paralelos surge para preencher a lacuna, afinal, bons autores por cá existem, resta fazer com que se encontrem.
O site da Paralelos (www.paralelos.org) será lançado na Primavera dos Livros, feira organizada pela Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), que reúne pequenas e médias editoras e acontece no Cais do Porto (RJ), entre os dias 16 e 19 de outubro próximos. No sábado, 18, vou participar como convidado numa das mesas de leitura, junto com Alessandra Archer, Cecilia Giannetti, Crib Tanaka, Jorge Rocha, Maira Parula, Mara Coradello e Paloma Vidal. Depois disso, às 20 horas, irei tocar violão e guitarra acompanhando os talentos de Cecilia Giannetti e Maria de Fátima (respectivamente, vocalista e guitarrista do grupo Casino). Depois, às 22 horas, a festa Maresia Literária promete abalar as estruturas do Cais, com a presença confirmada dos djs Jesse Marmo e Joca Vidal. O chá vai ser outro, os escritores mais jovens, a farda amarrotada, mas o evento promete ser divertido. Espero os senhores por lá.
Enquanto escrevo isso aqui, a confiável instituição dos Correios está transportando um exemplar do "Corpo Presente", desde a Editora Planeta, em São Paulo, até a porta da minha casa. Amanhã o pacote chega, via Sedex.
Em outros tempos, faria uma vigília alcoólica e, com convicção, enfiaria o pé balde adentro. Passaria a noite correndo por aí, colando os minutos e tentando abraçar a cidade, cobrindo distancias de táxi, gastando dinheiro que não tenho e despudoradamente trocando de bar - acabaria abraçado a um poste, ou a coisa pior. De manhã, ainda sem deixar nenhum tipo de ressaca se abater sobre mim, esperaria o carteiro chegar sobre uma cadeira de praia na calçada, cerveja de garrafa e boa dose de fleuma. Afinal, receber um primeiro livro é o tipo de coisa que merece um porre de doze horas.
Pelo menos era isso que eu imaginava que fosse fazer quando estivesse pra receber o primeiro exemplar do meu primeiro livro. É engraçado como as coisas acontecem.
Se isso aqui estiver meio esquisito, é porque o visual do site ainda está em fase de "testes". Os links estão vazios etc etc. A medida que a coisa for sendo construída, vou avisando.